Caso Emanuelly | Sequestro, abuso e morte: a tragédia de uma infância interrompida

Desde o início da nossa TV Digital, a Comunica na TV, deixamos claro que nossa linha editorial não seria voltada para crimes, sangue, exploração de...

Foto montagem: Reprodução redes sociais

Desde o início da nossa TV Digital, a Comunica na TV, deixamos claro que nossa linha editorial não seria voltada para crimes, sangue, exploração de violência, acidentes e mortes, porém, casos com tanto impacto social, que precisam ser evidenciados por conta da gravidade e devida repercussão que merecem, serão apresentados como forma de orientação e justiça às vítimas.

Na quarta-feira, dia 27, o desaparecimento da pequena Emanuelly Victoria Souza Moura, de 6 anos, mobilizou familiares e vizinhos , no bairro Taquarussu, na capital. Infelizmente essa história terminou da forma mais trágica possível. A criança foi sequestrada, estuprada e estrangulada até a morte por William, vulgo “Gordinho”, conhecido da família.

Segundo o pai, Deivid Bernardes, de 26 anos, o suspeito apareceu em sua casa por volta das 8h pedindo uma ferramenta emprestada e, nesse momento, levou a menina sem que ninguém percebesse. Mais tarde, William voltou e passou toda a tarde trabalhando friamente ao lado do pai da vítima, que não desconfiou do crime. “Ele ficou comigo a tarde toda, enquanto minha filha já estava morta na casa dele. Eu acreditava que ela estava com minha mãe, como era de costume”, relatou, emocionado.

A ausência da menina só foi notada no fim da tarde, quando a família iniciou as buscas. Imagens de câmeras de segurança de vizinhos mostraram Emanuelly caminhando ao lado do suspeito pela Rua São Gabriel, no bairro Taquarussu. Ao ver a gravação, a mãe reconheceu a filha e, em desespero, comentou: “Olha meu bebê, é a Manu! Aonde ele vai levar ela?”.

Busca e confronto com a polícia

Diante das imagens e da suspeita, a Polícia Militar foi acionada. O Batalhão de Choque se deslocou até a casa de William, na Vila Carvalho, onde encontrou o corpo da criança enrolado em um cobertor, debaixo de uma cama.

O caso foi registrado como homicídio qualificado e desaparecimento de pessoa. Desde a denúncia inicial, o suspeito estava sendo procurado e acabou localizado. Houve confronto com a polícia, e William foi baleado. Ele chegou a ser encaminhado com vida para a UPA Vila Almeida, mas não resistiu.

Histórico de violência

A informação preliminar, divulgada pela imprensa, é que Willian já teria outras passagens pela justiça, incluindo estupro de um bebê de 1 ano, que quase morreu após o crime. A outra vítima teria sido enteada do suspeito, vítima aos 11 anos. Os dois crimes teriam acontecido enquanto o suspeito ainda era menor de idade, entre os anos de 2019 e 2020, quando ele tinha entre 15 e 16 anos.

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