Sem consenso, nova reunião é marcada para discutir reajuste de 5,4% aos professores

A semana começou com discussão sobre o reajuste dos salários dos professores. No entanto, a reunião entre a Prefeitura de Campo Grande e membros da...

Foto: Reprodução Star Mídia

A semana começou com discussão sobre o reajuste dos salários dos professores. No entanto, a reunião entre a Prefeitura de Campo Grande e membros da ACP (Associação Campo-Grandense de Profissionais da Educação Pública) terminou sem consenso. Outro encontro, marcado para o dia 24 de junho, pode definir se haverá reajuste de 5,4% aos professores. A categoria chegou a ser reunir em assembleia para votar a possibilidade de greve.

Na semana passada centenas de profissionais da educação se reuniram em frente ao Paço Municipal e o ato provocou a suspensão das aulas em todas as escolas da rede municipal. Ao todo, cerca de 112 mil alunos e 8,5 mil professores foram impactados pelo movimento.

Segundo o secretário de Governo, Ulisses Rocha, a Prefeitura de Campo Grande apresentou as finanças da educação municipal na reunião desta manhã. Ele afirma que há um déficit de R$ 138 milhões nas contas, o que dificulta a garantia de um percentual de reajuste e torna necessárias readequações orçamentárias. Essas questões devem ser alvo de discussão na reunião marcada para daqui a dez dias.

“Os 5,4% são o desejo da categoria e da administração. Para que a gente possa cumprir isso, hoje em dia, precisamos entender qual é o nosso momento, visto que nós já estamos com um déficit, e para que a gente possa readequar e reequilibrar. Nós estamos trabalhando para que isso possa ser alcançado”, afirma Ulisses Rocha.

Reajuste de 5,4%

Segundo o presidente da ACP, a promessa é que na próxima reunião sejam apresentadas hipóteses de remanejamento das verbas da educação. “Foi mantida a palavra da prefeita, que nos foi dada na sexta-feira, de colocar os caminhos, então hoje já foram apresentadas algumas hipóteses”, explica Gilvano Bronzoni.

Ele espera que existam alternativas para o reajuste solicitado, mas “sem penalizar de forma nenhuma a educação e o produto final, que é a qualidade para os nossos alunos”. Ou seja, a ACP se posiciona contra cortes no orçamento de outras áreas da educação para custear o reajuste.

Ainda assim, não há garantia de que haverá uma decisão definitiva na próxima reunião, mas novas informações sobre o orçamento da educação municipal serão apresentadas. “A gente pode avançar já na quarta-feira (24) para um número que a gente possa cumprir com a categoria”, diz o secretário de Governo.

Déficit na educação

Como fatores para o déficit de R$ 138 milhões no orçamento da educação municipal, Ulisses Rocha cita diminuição de repasse de ICMS e do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). “Nós temos que levar em conta todo um cenário financeiro que houve durante o início do ano de 2026 para cá”, afirma o secretário de Governo.

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