
A Copa do Mundo de 2026 chegou ao momento mais aguardado do torneio e com um cenário que remete aos grandes capítulos da história do futebol. Pela primeira vez desde o Mundial de 1990, as quatro seleções classificadas para as semifinais já levantaram a taça da Copa do Mundo.
França, Espanha, Inglaterra e Argentina garantiram suas vagas após a disputa das quartas de final e colocaram fim a uma sequência de oito edições consecutivas em que ao menos uma seleção sem título mundial figurava entre as quatro melhores da competição.
O roteiro desta edição confirmou o favoritismo dos gigantes do futebol mundial.
A França, bicampeã mundial em 1998 e 2018, venceu o Marrocos por 2 a 0, com gols de Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé. Na outra partida, a Espanha superou a Bélgica por 2 a 1 e segue em busca de seu segundo título, depois da conquista histórica na África do Sul, em 2010.
No sábado, a Inglaterra precisou mostrar poder de reação para eliminar a surpreendente Noruega, responsável pela eliminação do Brasil nas quartas de final. Os noruegueses chegaram a abrir o placar, alimentando o sonho de uma semifinal inédita, mas os ingleses empataram no tempo normal e garantiram a classificação na prorrogação.
A atual campeã do mundo, Argentina, também encontrou dificuldades diante da Suíça. Após sair na frente, viu os suíços empatarem a partida e levou a decisão para a prorrogação. Com vantagem numérica em campo, a equipe argentina marcou mais duas vezes e confirmou presença entre os quatro melhores do torneio. Os hermanos buscam o quarto título mundial, após as conquistas de 1978, 1986 e 2022.
Um reencontro com a história
O cenário das semifinais resgata uma característica que parecia cada vez mais rara nas Copas do Mundo. Desde 1990, sempre havia espaço para uma surpresa entre os semifinalistas, como Croácia, Marrocos, Bélgica, Holanda, Portugal, Turquia, Coreia do Sul, Suécia ou Bulgária, seleções que desafiaram os favoritos em diferentes edições, mas nunca conseguiram formar uma semifinal composta apenas por campeões.
Agora, o Mundial de 2026 devolve o protagonismo às maiores potências do futebol. Juntas, França, Espanha, Inglaterra e Argentina somam oito títulos mundiais e carregam décadas de tradição, rivalidades históricas e algumas das maiores gerações que o esporte já produziu.
A última vez que esse cenário aconteceu foi na Copa da Itália, em 1990. Na ocasião, Alemanha, Argentina, Itália e Inglaterra disputaram as semifinais. Os dois confrontos terminaram empatados e foram decididos nos pênaltis. Alemães e argentinos avançaram para a decisão, e a Alemanha conquistou o tricampeonato ao vencer por 1 a 0.
Confrontos definidos
A primeira vaga na grande final será disputada nesta terça-feira (14), às 15h, entre França e Espanha, no AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos.
Na quarta-feira (15), também às 15h, será a vez de Inglaterra e Argentina decidirem quem ficará com a segunda vaga, em duelo marcado para o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
A decisão da Copa do Mundo acontece no próximo domingo (19), às 15h. Antes, no sábado (18), os derrotados das semifinais disputam o terceiro lugar, às 17h.
Independentemente de quem avance, uma certeza já está garantida: a Copa de 2026 terá uma final entre gigantes do futebol mundial, reafirmando a força da tradição em um torneio que, desta vez, reservou espaço apenas para campeões.