Morre aos 58 anos o arquiteto Luis Pedro Scalise, referência da arquitetura em MS

O arquiteto Luis Pedro Scalise morreu nesta quinta-feira (6), aos 58 anos, em Campo Grande. Ele estava internado em um hospital particular da Capital desde...

Profissional estava internado em Campo Grande desde o fim de julho e construiu carreira marcada por projetos no Brasil e no exterior.

O arquiteto Luis Pedro Scalise morreu nesta quinta-feira (6), aos 58 anos, em Campo Grande. Ele estava internado em um hospital particular da Capital desde o fim de julho, quando seu estado de saúde já inspirava cuidados.

Até a publicação desta reportagem, a família não havia divulgado a causa da morte nem informações sobre o velório e o sepultamento.

Reconhecido como um dos grandes nomes da arquitetura de Mato Grosso do Sul, Scalise construiu, ao longo de mais de 35 anos de carreira, uma trajetória marcada por projetos ousados, sofisticados e cheios de personalidade. Seu trabalho ganhou projeção além do Brasil e chegou a países como Dubai, Abu Dhabi, Catar e Jordânia.

Em Campo Grande e em outras cidades brasileiras, deixou sua assinatura em projetos de casas noturnas, bares, restaurantes, residências e empreendimentos comerciais. Seu trabalho também esteve presente em Cuiabá, Goiânia e municípios do interior de São Paulo.

Arquitetura que também virou experiência

Entre os projetos que ficaram marcados na trajetória de Scalise está a Casa do Papai Noel, montada em Campo Grande em 2018. O espaço chamou a atenção não apenas pelo cenário, mas também pelos detalhes pensados para despertar outros sentidos, como as paredes aromatizadas com cheiro de chocolate.

A criatividade que marcava seus projetos também aparecia em outra de suas paixões: a pintura. Nos últimos anos, o arquiteto passou a se dedicar cada vez mais às telas, explorando cores e retratando paisagens, animais e elementos da natureza.

Mais do que projetos arquitetônicos, Scalise construiu uma identidade própria ao longo de décadas de trabalho, tornando-se um nome conhecido pela capacidade de transformar espaços e criar ambientes que iam além da estética.

A morte do arquiteto foi lamentada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul (CAU/MS), que destacou a importância de sua trajetória e do legado deixado para a arquitetura e a cultura do Estado.

A família ainda não havia informado, até a publicação, os detalhes das últimas homenagens.

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