Espetáculo gratuito “Barbas” une temática emocional, acessibilidade e humor

Apresentações acontecem nos dias 6 e 7 de novembro, em Campo Grande...

Apresentações acontecem nos dias 6 e 7 de novembro, em Campo Grande

O teatro de bonecos também é capaz de falar diretamente aos adultos, provocar questionamentos e abrir caminhos para novas formas de compreender o mundo e as experiências da vida humanas. Essa é a proposta de “Barbas” do espetáculo da Cia. de Teatro Nu Escuro, de Goiânia (GO), que chega a Campo Grande, nos dias 6 e 7 de novembro, por meio do projeto Vozes Animadas. No palco, os atores principais são a reflexão e as dores e alegrias da vida, a abordagem dos sentimentos, diferenças e pertencimento para a compreensão dos desafios da vida.

As apresentações gratuitas acontecem às 19 horas no Teatral Grupo de Risco, localizado na Rua Trindade, 401, Jardim Paulista, em Campo Grande.

Contemplada pelo Programa Funarte de Difusão Nacional 2025 – Circuito Myriam Muniz, a iniciativa percorre seis estados brasileiros e oito municípios. Campo Grande é a única cidade do Centro-Oeste a receber o espetáculo, que terá interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição nas duas sessões, propondo acesso à cultura em uma experiência que reconhece diferentes formas de perceber, sentir e interpretar a arte.

“A acessibilidade é importante, pois, permite que mais pessoas vivam essa experiência. Para nós, ela não deve ser pensada apenas como algo que se acrescenta depois, mas como parte da própria criação artística. É isso que chamamos de acessibilidade estética, que é pensar a cena considerando diferentes formas de perceber, sentir e participar do teatro”, revela a atriz e diretora da Cia. de Teatro Nu Escuro, Izabela Nascente.

Uma história sobre perdas, sentimentos e diferenças

Em “Barbas”, o público acompanha Marabel, personagem que precisa lidar com o luto, os medos e as perdas. A partir dessa experiência, a montagem constrói uma narrativa sensível sobre vínculos afetivos, identidade e os padrões sociais que influenciam a maneira como as pessoas enxergam o mundo.

Cia. de Teatro Nu Escuro

Além das apresentações na capital sul-mato-grossense, a Cia de Teatro recebe uma atividade de intercâmbio voltada à troca de experiências e à reflexão sobre os processos de criação no teatro contemporâneo. No dia 7 de novembro, às 10h, será realizada uma roda de conversa com Anderson Lima, ator e fundador da Flor e Espinho Teatro.

A atividade pretende aproximar artistas, coletivos e agentes culturais, promovendo o compartilhamento de experiências e o fortalecimento das conexões entre diferentes realidades da produção teatral.

A Associação Flor e Espinho é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) de Campo Grande que utiliza o teatro e as artes cênicas como ferramentas de inclusão social, educação e desenvolvimento humano.

“Temos uma relação muito especial com o grupo Flor e Espinho. É como uma visita de um grupo à casa do outro, um encontro entre parceiros que têm carinho e respeito pelo trabalho que fazem. Ao longo do tempo, também criamos uma relação muito boa com o público. Voltar a Campo Grande é sempre motivo de alegria”, finaliza Izabela.

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