
Envolvida em polêmicas e denúncias de assédio moral, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, deve deixar o cargo nesta segunda-feira (5). A saída da sul-mato-grossense foi confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (2), marcando uma mudança significativa na composição do governo.
Com a exoneração, Mato Grosso do Sul perde uma das suas vozes na Esplanada dos Ministérios e passa a contar com apenas uma representante no alto escalão federal: a ex-senadora Simone Tebet, que permanece à frente do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Esse cenário repete um movimento já visto no governo anterior. Na gestão de Jair Bolsonaro (PL), o estado também começou com dois nomes fortes: Luiz Henrique Mandetta, na Saúde, e Tereza Cristina, na Agricultura. Ao final do mandato, apenas Tereza Cristina permaneceu no cargo.
A saída de Cida Gonçalves levanta questionamentos sobre a permanência de lideranças regionais no governo federal e o impacto político para o Mato Grosso do Sul em Brasília.