O que faz uma palestra ser memorável? O conteúdo? O orador? Ou o impacto que ela causa em quem escuta? No último sábado (28/jun), ao assistir à palestra sobre O Caibalion com a professora Lúcia Helena Galvão, percebi que algumas palavras não apenas informam — elas transformam.
E as que ouvi ali foram como sementes lançadas com sabedoria, prontas para florescer no tempo certo em cada mente desperta.
Eu, Daniele Ramos, jornalista e oraculista à frente do ‘Bem, Oráculo’, te convido a vivenciar comigo a experiência memorável que foi a palestra da professora Lúcia Helena Galvão.
Mas, antes de começar a contar sobre essa experiência incrível, vou apresentar a vocês, leitores, quem é Lúcia Helena Galvão:
Quem é Lúcia Helena Galvão?

Filósofa, professora e palestrante admirada em todo o Brasil, uma das principais vozes contemporâneas da Nova Acrópole – organização internacional voltada à filosofia, cultura e voluntariado. Com uma didática envolvente e profunda, ela traduz temas complexos da filosofia antiga para os desafios da vida moderna.
Ao longo de mais de duas décadas de atuação, já ministrou centenas de palestras sobre ética, mitologia, simbolismo, autoconhecimento e espiritualidade, sempre com ênfase na aplicação prática do saber filosófico. É também autora de livros e colabora regularmente com projetos que visam à formação humanista e ao despertar da consciência.
Reconhecida pelo seu trabalho em divulgar o pensamento de grandes mestres da antiguidade – como Platão, Sócrates, Confúcio e Hermes Trismegisto – a professora Lúcia Helena tornou-se referência especialmente entre os que buscam uma vida mais significativa, pautada por valores atemporais.
E tomando como base este vasto conhecimento, a proposta apresentada pela professora para esta palestra, O Caibalion, foi exatamente provocar em nossos acessos psíquicos, reflexões sobre como vivemos as leis herméticas nos nossos dias atuais. Pautado de uma escrita milenar, o Caibalion se resume em 7 leis criadas a partir de registros egípcios há mais de 1.200 anos e prova que ainda nos tempos atuais são fundamentais para nosso desenvolvimento como ser humano. A professora ainda alertar que as demais leis, são decorrentes da primeira lei, o Mentalismo. E aqui, vou tentar reproduzir todo meu entendimento absolvido nesta palestra.
Resolvi separar em tópicos apresentando cada lei na visão da professora e na minha singela reflexão, então let’s bora:
O Mentalismo:
A professora, com sua forma didática exemplar, apresenta esta primeira lei já intuindo aquilo que carregamos na mente, nos nossos pensamentos, em tudo e no TODO. Como a própria lei diz, tudo que existe é criado na mente, sendo a matéria ou o cosmos. Criada na mente do homem ou na mente do TODO – ou de Deus. Em um exemplo prático apontado pela professora: uma mesa, uma cadeira, foi pensada antes pelo marceneiro, projetada na mente, com propósitos, com objetivos de utilidade, e assim, a criação se fez presente. É esse conceito que a professora chama a atenção, sobre o que realmente estamos pensando, o que estamos criando com desejos internos ou externos, mas com discernimentos do que a mente carrega e nos estimula. Aceitar que a nossa mente é, portanto, um canal direto com o UNO, com a unidade amorfa, nos faz compreender o verdadeiro poder que temos e a tamanha responsabilidade das nossas criações.
A correspondência:
Aqui, na segunda lei, a professora fala da importância de entender que como “o que esta acima é como está embaixo, como o que está embaixo é como o que está em cima”, e que somos a representatividade aqui na Terra da mente do todo.
O exemplo que a professora Lúcia apresentou foi sobre o micro e o macrocosmo, onde o microcosmos é o ser humano e o macrocosmo é o universo, somos correspondentes em nossas formações.
A vibração:
Esta lei, “que diz que tudo vibra, nada está parado”, tudo possui um grau de vibração. A professora traz um exemplo sobre um cristal, que em sua natureza possui seu grau de vibração e consciência, e que, portanto, se estivesse em um certo grau acima do que está, evoluiria, acionaria outros aspectos de sua existência, saindo do formato de pedra para outro que só a consciência da mesma quisesse se transformar, assim seria com a gente também. Estamos em um nível de vibração, que conforme vamos adquirindo experiência podemos ativar crescimentos evolutivos. Uma dica de ouro que a professora disse, é fazer um registro a cada virada de ano, tirar fotos, e perceber o quanto mudou de um tempo para outro, quantas coisas te fizeram um ser humano diferente, com percepções de onde quer estar e o que serve ou não serve mais. Isso é mudar a sua vibração.
Na minha percepção, a vibração ainda está ligada com nossos desejos mais profundos e emanamos isso atraindo mais do mesmo, cabe a nós perceber o que é que estamos vibrando de fato, o que é bom ou ruim, é estar consciente dentro da lei.
A polaridade:
O exemplo mais prático, de como podemos entender essa lei é pensar em um termômetro, como o frio e o quente que estão em polos opostos da mesma existência, assim como o amor e o ódio. Segundo a professora, com estes exemplos podemos ter uma compreensão mais profunda daquilo que sentimos, e escolhemos, na vida. Observar um pensamento e saber interpretar o que aquilo me afeta, de maneira positiva, negativa, ou de indiferença, até.
O ritmo:
O ritmo da vida pertence a um fluxo e um refluxo perfeito sobre nossas ações, se estamos felizes, em outro momento poderemos ficar tristes, vice e versa. A medida do movimento da direita é o a medida do movimento da esquerda, o ritmo é a compensação. Saibamos analisar o que estamos fluindo em nossas vidas, pois a compensação virá na mesma medida, o que desejamos, isso tende a voltar na mesma proporção do que projetamos.
Causa e efeito:
No princípio de causa e efeito, a professora traz uma linda reflexão: “o Acaso nada mais é que um nome dado a uma Lei não conhecida”. Como a própria disse professora citou: “o plantio é escolha, mas a colheita é obrigatória”. Percebe, que nesta lei, tudo em nossas vidas são reflexos de ações e reações. Entender como faremos certas escolhas na vida, o futuro dirá o resultado daquilo, isso pode ser breve ou não, mas o resultado virá.
Essa lei nos desperta ainda pelo que vale a pena, com base em necessidades reais, ou simplesmente desejo do ego. Particularmente, esta lei é a que me faz me cobrar como ser humana, automaticamente me repreendo diante de certas ações que tomo no meu dia a dia, já projetando na minha mente a minha possível “colheita” (isso me gera um pouco de ansiedade, confesso!), mas acredito que nesta lei estou aprendendo a selecionar melhor cada semente da minha evolução.
O Gênero:
Nesta lei, fala-se sobre o aspecto masculino e feminino que temos na nossa consciência, independentemente do gênero sexual, como a professora citou: “existe aspectos masculinos em mulheres e aspectos femininos em homens”. Isso é notado no momento em que mulheres sentem a iniciativa de ação, de movimento (isso, são características masculinas), por outro lado, quando um homem pensa em algo mais acolhedor, de proteção (isso são características femininas), estes são exemplos que a professora apresentou, mas que nos faz refletir sobre como nos comportamos, quais são nossos impulsos (masculinos) e nossos momentos de pausas, e de cuidado e quais são os momentos certos para cada aspectos estarem em evidência.
Por fim, gostaria de concluir que com base nestas leis e sob o direcionamento da professora Lúcia, e tantos outros mestres que acabei conhecendo nesta minha jornada de autoconhecimento, venho buscando o melhor em mim, e observando que a partir do outro, sou capaz de ver além. Respeitar o ser humano, entendendo que somos UM com o TODO, e que os sentimentos de respeito, generosidade e amor fazem com que possamos evoluir. Observar com um olhar sensível todas as experiências trocadas na vida, sendo elas boas ou não nos ditam um caminho de luz, e de menor resistência. Este é o meu caminho, qual é o seu?
“O ideal humano é feito de valores, virtudes e sabedoria” – professora Lúcia Helena Galvão