
Em meio a uma nova fase de ajuste fiscal, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, confirmou o congelamento dos salários dos servidores municipais em 2025. A decisão é parte da adesão da Capital ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), do governo federal, que exige contenção de despesas como contrapartida para ampliar a capacidade de investimento da administração pública.
Com as medidas, a gestão de Adriane estima economizar até R$ 154 milhões por ano. “Este ano, não teremos reajuste. Já havíamos anunciado isso desde maio, considerando que as principais demandas salariais foram atendidas nos anos anteriores”, afirmou a prefeita durante evento de lideranças realizado esta manhã no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.
A adesão ao PEF é estratégica: ao cumprir as exigências, Campo Grande pode melhorar sua nota no Capag (Capacidade de Pagamento), atualmente classificada como C, e garantir acesso a financiamentos com aval da União e juros reduzidos. “É um esforço sério, com muita determinação, para que possamos reduzir despesas e reinvestir na cidade”, destacou Adriane.
O pacote de ajuste fiscal começou com a reforma administrativa sancionada em janeiro, que reduziu em cerca de 30% a estrutura da Prefeitura. Secretarias foram fundidas ou extintas, dando lugar a pastas mais enxutas. Em março, o Decreto nº 16.203/2025 oficializou a política de contenção de gastos, impondo restrições a contratações, gratificações, diárias, consumo de energia, água e combustíveis. A economia registrada até agora soma aproximadamente R$ 20 milhões.
A fase atual, porém, é ainda mais abrangente. Além do custeio, inclui a revisão de legislações internas das secretarias e reestruturações nos serviços públicos. “É revisão de legislação, readequação de serviços, padronização dos atendimentos. Queremos excelência no serviço público”, reforçou.
Sobre a duração do congelamento salarial e demais restrições, Adriane disse que dependerá dos resultados fiscais. “Pode durar um ano, como dois. Vai depender dos avanços que conseguirmos implementar.”
A expectativa da Prefeitura é que a economia gerada impulsione obras de infraestrutura. “Esse pacote vai aumentar o número de obras na cidade, começando por concluir as que estão paradas”, afirmou. O foco, segundo ela, será o asfaltamento e a universalização do saneamento básico. “Queremos uma Capital totalmente saneada até o final do nosso mandato”, concluiu.
Informações: Assessoria de Comunicação