
Ele já tocou sob a batuta de Zubin Mehta, em palcos internacionais, com uma das orquestras mais prestigiadas do mundo. Mas agora, Brenner Rozales escolheu voltar às origens — não para receber aplausos, mas para multiplicar talentos. O músico sul-mato-grossense é o novo professor do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano e promete levar sua experiência internacional à sala de aula, onde a próxima geração de artistas começa a se formar.
Natural de Mato Grosso do Sul, Brenner retorna ao estado com um novo papel: o de mentor. Aclamado por sua trajetória, ele traz mais que técnica refinada — carrega a missão de inspirar. Com presença mensal no Moinho e acompanhamento remoto durante o ano, seu trabalho vai além da partitura: é sobre provocar encantamento, disciplina e sonhos
Laços antigos, missão renovada
A relação de Brenner com o Moinho Cultural vem de longe. Em 2013, ele pisou no palco do espetáculo “Moinho in Concert” pela primeira vez. Desde então, os encontros se multiplicaram — ora como músico convidado, ora como parceiro de palco da Orquestra do Moinho. Agora, o laço se transforma em alicerce pedagógico.

“É uma alegria imensa poder retribuir ao meu estado tudo o que recebi da música. Estar no Moinho é mais do que dar aula: é plantar a semente da arte, da disciplina e da esperança em cada aluno”, diz Brenner. “Acredito profundamente na proposta do Instituto. É um projeto sério, comprometido, e sei que os estudantes vão absorver cada momento com intensidade.”
Uma jornada afinada com superação
O caminho de Brenner nunca foi simples. Quando jovem, encontrar um bom professor e manter uma rotina de estudos era quase um luxo. Foi num projeto social de música, sob regência do maestro Eduardo Martinelli, na Fundação Barbosa Rodrigues, que ele deu os primeiros passos — passos que logo atravessariam fronteiras.
Em São Paulo, integrou a Orquestra Jovem do Estado, onde teve a certeza: a música seria sua estrada. Mais adiante, conquistou o que chama de “virada da vida”: uma bolsa integral para estudar em Tel Aviv, Israel. Lá, tocou ao lado da Israel Philharmonic Orchestra e viveu a experiência de estar sob a regência de Zubin Mehta — um dos maiores maestros do mundo.
O som da volta
Agora, de volta ao berço onde tudo começou, Brenner se reconecta às raízes para impulsionar novos voos. Com ele, o Instituto Moinho Cultural ganha mais do que um professor: acolhe um símbolo de que a arte transforma, liberta e reconstrói.
Sua trajetória é um lembrete de que, por trás de cada arco deslizando pelas cordas, existe uma história de superação, entrega e sonho. E que, para cada Brenner que chega ao mundo, é preciso um Moinho que gire, insista, ensine — e inspire.
Informações: Assessoria de Comunicação