
Parece até estratégia de marketing, mas a empresária que está iniciando o empreendimento na área de sobremesas, jura que o fato está longe disso.
O que era para ser uma entrega doce e simples terminou em indignação e frustração para a maquiadora e empreendedora Pâmela Ferreira, que está dando os primeiros passos em seu novo negócio de sobremesas caseiras. No domingo, um pudim enviado a uma cliente fiel chegou ao destino com um “detalhe” inusitado: o lacre violado e uma fatia triangular cuidadosamente retirada, como quem não resistiu à tentação de um pedaço.
“Ele cortou o pudim em triângulo com uma faca”, desabafa Pâmela, ainda incrédula com o episódio que virou pesadelo. O doce, que havia sido embalado com zelo, em potes lacrados com fita crepe e um adesivo em formato de florzinha, sua marca registrada, mas chegou à casa da cliente com sinais evidentes de violação. “A embalagem estava com marca de um dedão amassado, e o adesivo foi arrancado.”

A entrega foi feita por um motorista de aplicativo, em um Gol branco. Segundo Pâmela, o homem até brincou no momento da retirada, dizendo: “Acabei de descobrir que sou diabético”. Ela, cordial, respondeu: “Se quiser, eu faço um pudim diet. Me segue lá no Instagram.” Mal sabia que aquela frase descontraída antecederia uma cena de puro descaso.
A cliente, que já havia comprado outros três pudins e conhecia o cuidado de Pâmela com cada entrega, ficou sem reação ao receber a sobremesa “mutilada”. A entrega foi solicitada pela própria cliente, que chamou o carro e repassou o endereço da confeiteira. Por conta da delicadeza do produto, o transporte foi feito por carro, e não moto. Mas nem isso evitou o problema.
Pâmela ainda tentou registrar boletim de ocorrência, mas foi informada de que apenas a cliente poderia fazê-lo, por ser a parte lesada. “Fui até a Depac, mas não consegui ser atendida. Estou de mãos atadas.” A cliente, por sua vez, entrou em contato com a plataforma de transporte, mas até o momento não recebeu nenhuma resposta.
Com o episódio, além do prejuízo financeiro, ficou o sentimento de impotência. “A gente depende de um transporte em que precisa confiar. Onde que o cara se acha no direito de cortar e invadir assim?”, questiona a empreendedora.
Enquanto aguarda uma solução, ou pelo menos uma resposta do aplicativo. Pâmela segue fazendo seus doces, mas com um apelo claro: “É preciso ter empatia. Mais respeito com quem está pagando e com quem está tentando crescer.”