
O “Bem, Oráculo” surgiu quando eu, Daniele, despertei a consciência e acessei a espiritualidade de uma forma jamais experimentada.
Mas, afinal, o que é esse despertar da consciência? Como isso acontece? Por que acontece? Ou, ainda, quando acontece? Vou tentar trazer aqui, nesta coluna, de uma forma interativa, como essa experiência tem sido para mim e como – de alguma forma – você também pode acessá-la em sua vida.
Cientificamente, a explicação do despertar da consciência refere-se diretamente ao autoconhecimento. Geralmente, é a partir dele que esse processo “acontece”. Mas vamos entender melhor a seguir.
O pontapé inicial dessa jornada costuma surgir em algum momento da vida, quando os questionamentos sobre o mundo e a existência se tornam mais constantes: para onde vamos depois da morte? De onde viemos? Por que nascemos naquela família? Quem é Deus? Essas perguntas, muitas vezes, vêm acompanhadas de angústia, e a partir daí cresce o desejo de buscar respostas. Quando se percebe, já se está pesquisando, lendo sobre religiões e explorando tudo o que possa estar relacionado.
Outra situação que costuma marcar esse início é a observação da própria trajetória de vida: como era na infância, o que se ouvia dos mais velhos da família, como a espiritualidade foi sendo inserida aos poucos. O mais curioso é que, geralmente, a sensação de ser diferente acompanha a pessoa desde cedo.
Chamamos de insights (compreensões profundas de verdades espirituais) os acessos a novas memórias ou percepções. Já quando nos deparamos com lembranças dolorosas que nos fizeram amadurecer ou compreender algo difícil, chamamos de catarses (purificação ou libertação da alma, processo de limpeza interior). É nesse movimento que se desenha o início do despertar da consciência.
Grande parte das pessoas busca a religião nesse começo, mas uma mente desperta é curiosa e logo percebe que apenas a religião, por si só, não supre tamanha sede de conhecimento. No meu caso, frequentei diferentes religiões, sempre associando minhas experiências a muito estudo, em busca de um lugar onde pudesse saciar a vontade de compreender mais sobre a vida. É assim para muitos: esses buscadores são chamados de peregrinos. Contudo, quando se entende que está tudo bem frequentar qualquer religião (onde se sente bem), não frequentar nenhuma ou até mesmo absorver um pouco de cada, passamos a ser universalistas – e é assim que hoje me defino.
Eu sei: neste ponto você já deve estar pensando “quanta informação sobre o despertar da consciência”. E é justamente isso. Depois que se acorda para esses questionamentos, a busca se torna eterna: sempre haverá algo novo a descobrir, seja em livros antigos, seja na nossa própria história. Afinal, tudo está conectado – mas esse é tema para outra leitura aqui na coluna.
Observar além dos questionamentos significa perceber como o ego se manifesta na vida e conduz nossa jornada. Essa é uma das maiores lutas internas: transcender, identificar os contrastes, compreender o caos e enxergar como tudo está relacionado ao autoconhecimento. Esse é o processo da vida e do despertar.
Com o aprofundamento nesse caminho, começam a surgir sinais externos – como respostas do universo: sincronicidades, intuições, alinhamentos de pensamentos. Como dizia o poeta persa Rumi: “o que você procura, também procura você”. Em outras palavras, o despertar da consciência é conectar-se cada vez mais com o todo, sempre em expansão.
Vivo essa jornada de autoconhecimento há seis anos e sigo buscando compreender cada vez mais. Nesse caminho, o tarot me encontrou e se somou como ferramenta. Foi assim que nasceu o “Bem, Oráculo”.
A espiritualidade nos encaminha métodos e nos alinha ao nosso destino. Aceitar e compreender o propósito de vida é fundamental para evoluir nesta dimensão. E, acima de tudo, ser fonte de luz e direcionamento para outras pessoas por meio do tarot é algo ainda mais impactante.
Faz sentido para você?
Que esta leitura chegue até você como uma forma de orientação para compreender como o despertar da consciência pode estar acontecendo em sua vida. Se ainda não fizer sentido, não se preocupe: existe um tempo certo para cada um, e, quando for o momento, esse despertar virá.
De toda forma, o equilíbrio do universo está entre os despertos e os que ainda não despertaram. Ninguém é melhor que ninguém, até porque nenhum de nós, neste tempo, está próximo da iluminação divina alcançada por mestres como Jesus e Buda, por exemplo.
A dica é: esteja sempre atento aos sinais que a vida apresenta em sua jornada e viva intensamente o momento presente, pois é nele que o despertar acontece.
Gratidão!