Força-tarefa contra o metanol |Vigilância e fiscalização são apostas estratégicas para conter casos no Estado

Chegou o fim de semana e diante de tantos casos de contaminação por adulteração em bebidas, quem gosta de sair para relaxar e beber um...

Chegou o fim de semana e diante de tantos casos de contaminação por adulteração em bebidas, quem gosta de sair para relaxar e beber um pouco provavelmente não fará isso com a mesma tranquilidade. Além da atenção básica e claro, a checagem de procedência das bebidas, feita pelo próprio consumidor, na tentativa de conter o risco de intoxicações graves e até fatais, o Governo do Estado mobilizou uma força-tarefa que integra secretarias municipais de saúde, vigilâncias sanitárias e a rede hospitalar em uma ação coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A medida, em sintonia com orientações do Ministério da Saúde e da Nota Técnica Conjunta nº 365/2025, busca proteger a população por meio de três frentes principais: fiscalização rigorosa, monitoramento permanente e atendimento rápido em casos suspeitos.

“Estamos estruturando um fluxo de atendimento, monitoramento e fiscalização para garantir respostas rápidas e eficazes diante da situação. Nosso compromisso é assegurar que a vigilância atue de forma integrada, eficiente e preventiva”, explicou Larissa Castilho, superintendente de Vigilância em Saúde da SES.

A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, reforça que a resposta vai além da fiscalização. “Essa é uma ação completa, que reúne orientação à população, prevenção e fluxos ágeis de atendimento. Cada etapa foi pensada para garantir a máxima proteção à saúde dos sul-mato-grossenses.”

Como funciona a operação

A força-tarefa prevê:

  • Atendimento 24 horas via Ciatox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica), com suporte técnico e científico;
  • Fiscalização intensiva das vigilâncias sanitárias em bares, mercados e estabelecimentos que comercializam bebidas, com foco em produtos sem procedência;
  • Monitoramento constante de casos suspeitos, com notificação imediata ao CIEVS estadual e ao Ministério da Saúde;
  • Capacitação técnica de equipes médicas e hospitalares para atendimento clínico conforme protocolos nacionais;
  • Suporte hospitalar, incluindo o uso de antídotos como etanol farmacêutico e articulação com o Ministério da Saúde para acesso ao fomepizol, medicamento de referência no tratamento contra intoxicação por metanol.

A SES também reforça um alerta direto à população: nunca consumir bebidas sem rótulo, de origem clandestina ou compradas em locais não regularizados.

Sintomas e alerta médico

O médico toxicologista Sandro Benites, do Ciatox, explica que os efeitos do metanol podem aparecer cerca de 12 horas após o consumo. “Os principais sinais são dor abdominal, sensação de queimação, alterações visuais como turvação ou visão cintilante, além de sintomas neurológicos. Qualquer pessoa que apresentar esse quadro deve procurar imediatamente uma unidade de saúde”, ressalta.

Onde buscar ajuda

Os profissionais de saúde e a população podem acionar imediatamente os serviços de vigilância e toxicologia. Os canais de contato são:

Ciatox (Campo Grande – plantão 24h)
WhatsApp/ligação: (67) 98179-1369
Telefone: (67) 3386-8655
Emergência: 0800-722-6001
E-mail: civitox@saude.ms.gov.br

CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde)
WhatsApp/ligação (24h): (67) 98477-3435
Disque-notifica: 0800-647-1650
E-mails: ms@hotmail.com (24h) | cievs@saude.ms.gov.br

CESP (Coordenação de Emergências em Saúde Pública)
Telefone: (67) 3318-1823

Disque-Intoxicação da Anvisa
Telefone: 0800-722-6001
E-mail: cvisa@saude.ms.gov.br

Compartilhar: