Bienal Pantanal estreia em grande estilo e transforma Campo Grande em capital da literatura brasileira

Com 70 toneladas de livros, mais de 20 mil títulos e uma programação gratuita que se estende por nove dias, a Bienal Pantanal estreou em...

Mais de 5 mil pessoas circularam pelo espaço apenas no primeiro dia (Foto: Bruno Rezende)

Com 70 toneladas de livros, mais de 20 mil títulos e uma programação gratuita que se estende por nove dias, a Bienal Pantanal estreou em Mato Grosso do Sul com fôlego de evento nacional. Realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, a primeira edição reúne 200 editoras, 24 expositores e 129 atividades, consolidando-se como uma das maiores celebrações literárias do Centro-Oeste.

Logo no primeiro dia, o público respondeu com entusiasmo: 5,8 mil pessoas circularam pelos estandes, auditórios e espaços culturais, embaladas pela promessa de mergulhar em um universo que une literatura, arte, tecnologia e identidade regional.

A Bienal Pantanal vai muito além da comercialização de livros. Ela é uma grande festa da cultura, que promove encontros com autores de nove estados brasileiros e três países sul-americanos, conferências, homenagens, lançamentos de obras, mostras de cinema, experiências gastronômicas pantaneiras e apresentações artísticas. As atividades se organizam em torno de dois eixos temáticos: “Territórios: culturas e geopolítica” e “Tecnologias digitais, sociedade e mercado”, refletindo sobre o papel da literatura em um mundo em constante transformação.

O diretor da Bienal, Pedro Ortale, celebrou o início da jornada: “É uma noite de celebração, alegria e emoção. O Estado está reverenciando o livro e a literatura. Há um ano apresentamos o projeto ao governador e ele aceitou imediatamente. Nossa satisfação é imensa em trazer um evento desse porte ao Mato Grosso do Sul.”

O governador Eduardo Riedel, que participou da cerimônia de abertura, destacou a importância da iniciativa para o calendário cultural do país. “A Bienal Pantanal nasceu para ser grande e não vai mais sair do calendário estadual e nacional. Ela valoriza a literatura, incentiva a leitura e a produção local”, afirmou.

Representando o Ministério da Cultura, o secretário de Formação Cultural, Livro e Leitura, Fabiano Piúba, ressaltou o impacto da estreia: “Mato Grosso do Sul está realizando sua primeira edição e já começa grande. A Bienal é um evento multifacetado, que une natureza e cultura, orgânico e digital.”

O evento foi viabilizado por meio da Lei Rouanet, de emendas parlamentares e do apoio do Governo do Estado, por meio da Setesc (Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Com atividades que incluem cinema, teatro, música e dança, a Bienal Pantanal promete inspirar leitores, formar novos públicos e colocar Mato Grosso do Sul de vez no mapa dos grandes eventos literários do Brasil. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados com duas horas de antecedência no local.

Nascida para ser referência, a Bienal Pantanal é mais do que um evento: é um convite à imaginação, à reflexão e ao orgulho cultural sul-mato-grossense.

Compartilhar: