Semeadura da soja avança pelo país e MS já planta quase 4% da área prevista

Com o fim do vazio sanitário, a semeadura da soja ganha ritmo em todo o Brasil e dá início ao novo ciclo agrícola 2025/2026. A...

Imagem: Reprodução Internet

Com o fim do vazio sanitário, a semeadura da soja ganha ritmo em todo o Brasil e dá início ao novo ciclo agrícola 2025/2026. A projeção é otimista: a produção nacional deve alcançar 177,67 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), um aumento de 3,6% em relação à safra anterior, quando o país colheu 171,47 milhões de toneladas. O avanço é impulsionado pela ampliação da área plantada e pelo uso crescente de tecnologias no campo, embora o clima e as pragas ainda representem desafios constantes para os produtores.

“Esse crescimento da área de soja está relacionado ao aumento da demanda pelo grão. De um lado, há o mercado interno, que precisa de mais soja para processamento e esmagamento, já que a produção de biodiesel ganhou força com a elevação da mistura no diesel, que passou de 14% para 15%. De outro, o mercado externo continua aquecido, principalmente pela forte procura da China por farelo de soja, usado na alimentação animal, o que reforça ainda mais a pressão por expansão”, explica Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para o Cerrado.

Em Mato Grosso do Sul, o plantio já cobre 3,9% da área estimada, o equivalente a aproximadamente 187 mil hectares, conforme o monitoramento do Projeto SIGA-MS até o dia 3 de outubro. A região sul lidera o avanço com média de 5,8% da área cultivada, seguida pela região centro com 1,2% e pela região norte com 0,1%.

Nas principais regiões produtoras, o fim do vazio sanitário liberou o início da semeadura em diferentes datas. No Maranhão e no Tocantins, o plantio começou em 1º de outubro; na Bahia, em 8 de outubro; e no Pará, em 16 de setembro. Já no Piauí, o cultivo será autorizado a partir de 1º de dezembro. No Mato Grosso, o vazio sanitário terminou em 6 de setembro, e os produtores estão autorizados a semear de 7 de setembro de 2025 a 7 de janeiro de 2026. Em Rondônia, o período de restrição foi de 10 de junho a 10 de setembro, com o plantio liberado desde 11 de setembro.

Para Manoel Álvares, o sucesso da nova safra depende de planejamento e atenção redobrada. “Estamos entrando no ciclo da soja 2025/2026 e vários fatores podem comprometer o resultado final. Além de pragas e doenças, o produtor enfrenta desafios, como irregularidade das chuvas, estiagens localizadas, concorrência por insumos e aumento de custos de produção”, ressalta.

Segundo ele, o controle de plantas daninhas e doenças é um dos pontos críticos do manejo. “As plantas daninhas, como a buva e o capim pé-de-galinha, competem com a soja por água, luz e nutrientes, dificultando o desenvolvimento da lavoura. Os fungos também exigem cuidado. A ferrugem-asiática pode causar grandes prejuízos, se não for corretamente controlada, assim como outras doenças emergentes, que têm desafiado o manejo tradicional”, alerta.

Outro fator de atenção está na nutrição das plantas. A deficiência de fósforo pode limitar o enraizamento e o desenvolvimento inicial da soja, enquanto a falta de potássio compromete o enchimento dos grãos e aumenta a vulnerabilidade da lavoura a doenças. “Esses problemas destacam os desafios do manejo integrado, que exige monitoramento constante e estratégias adaptativas frente a condições variáveis de solo e clima”, afirma Manoel.

Ele explica que, nas regiões onde a ORÍGEO atua, MATOPIBAPA, Mato Grosso e Rondônia, a empresa oferece soluções completas para apoiar o produtor em todas as etapas do cultivo. “Nosso objetivo é ajudar o agricultor a explorar ao máximo o potencial produtivo da lavoura, garantindo sustentabilidade e eficiência em cada safra”, conclui.

Informações: Acrissul

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