Entre Marias, Josés e… Joelhos | Os nomes mais curiosos do Brasil segundo o IBGE

Se por um lado o Brasil é o país das Marias, Josés, Silvas e Santos, por outro é também o território da criatividade sem limites...

Há quem se chame “Joelho”, “Carnaval”, “Lesma” e até “Deus” (Foto: Reprodução internet)

Se por um lado o Brasil é o país das Marias, Josés, Silvas e Santos, por outro é também o território da criatividade sem limites na hora de batizar alguém. O novo levantamento do IBGE sobre nomes e sobrenomes no país mostra que, por trás da multidão de Marias, que somam 12,3 milhões para ser exato, há também um punhado de brasileiros que atendem por nomes que ninguém esqueceria numa chamada de escola.

O estudo, divulgado na última semana na plataforma Nomes do Brasil, revela que, de cada cem brasileiros, seis são Marias. Em cidades como Morrinhos e Bela Cruz, no Ceará, o nome domina tanto que 22% da população compartilha o mesmo. No caso dos Silvas, a hegemonia é ainda maior: são 34 milhões em todo o país, 16% da população e, em algumas cidades de Pernambuco e Alagoas, o sobrenome chega a ultrapassar os 60% dos moradores.

Mas é nos detalhes do levantamento que o Brasil mostra sua verdadeira inventividade. Entre os mais de 140 mil nomes e 200 mil sobrenomes catalogados, surgem pérolas dignas de antologia. Há quem se chame “Joelho”, “Carnaval”, “Lesma” e até “Deus”, nomes que certamente renderiam boas histórias (e alguns constrangimentos) no balcão do cartório.

Arte: Reprodução Redes sociais Jovem Pan

Animais também marcam presença nos registros civis: 6.914 brasileiros atendem por “Gato”, 66 por “Sapo” e 34 por “Lesma”. Já no campo da igualdade de gênero, o Brasil mostra equilíbrio, 591 pessoas se chamam “Mulher” e 535 se chamam “Homem”, com o Rio de Janeiro liderando o ranking desses dois nomes.

E, pasme, até figuras polêmicas da história ganharam versão tropical: 168 brasileiros foram registrados como “Hitler” e 107 como “Stalin”.

Enquanto isso, os nomes “certinhos” continuam firmes e fortes. José (5,1 milhões), João (3,4 milhões) e Antônio (2,2 milhões) seguem no topo entre os homens. Já entre as mulheres, além das onipresentes Marias, brilham Ana, Francisca, Julia e Antonia.

Os dados também revelam tendências de época. As Marias dominaram os berçários entre 1960 e 1969, quando nasceram 2,5 milhões delas. Hoje, novos tempos trazem novas modas: nomes como Gael, Ravi e Valentina dispararam nos últimos anos. Só o nome Gael, por exemplo, saltou de 763 registros na primeira década dos anos 2000 para incríveis 96,5 mil entre 2020 e 2022.

Com a ferramenta interativa do IBGE, é possível descobrir onde vivem as Marias do país, qual a idade média dos Josés e se há algum “Gato” morando perto de você. Afinal, se o Brasil é feito de diversidade, isso também se reflete na certidão de nascimento, entre Marias e Josés, há espaço de sobra para Carnavais, Sapos e até uma ou outra Lesma perdida.

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