
Em minha percepção como repórter, não é de hoje que noto a mudança de pensamento da geração Z.
Na rua, passei a ouvir as frases: não acredito. Nao confio. Nem no sistema, nem em quem está na vida pública.
Aquilo me incomodou porque o comum até então era a pessoa ter opinião firme. Mas uma opinião formada com expectativa de cobrar, exigir, reivindicar!
Há um livro chamado a Miséria do Jornalismo Brasileiro, que na atualidade está paupérrimo.
Militâncias nas redações acabaram com a profissão. E não sou eu quem afirmo isso. Basta pesquisar a resposta a essa questão dada por Lega Nagle, um dos ícones do telejornalismo.
Então a falta de confiança se prolifera mais que um vírus e uma pandemia passando muitas vezes da academia pública ( que existe para formar e educar à cidadania) e afetam a política, o tecido social( qtas vezes ouvi: Globo Lixo, atuando no SBT!), o mercado, as ações, sistema bancário…. posso citar o jurídico na persona de Alexandre de Moraes?!
Cultivar ética nesse ambiente de desconfiança é desafio não só de pessoas comprometidas com a prática da justiça nas estruturas da sociedade, é aprender a olhar honestamente para si mesmo, na conversa de bar, na crise emocional e financeira, com potência para sacodir a poeira, levantar e dar a volta por cima…na moral.
Já sabemos como se faz um país fraco e sem instituições fortes em valores. Cabe a cada um de nós inverter a lógica de quem faz isso para nos tornar incapaz de gerar riqueza, promover distribuição de renda, por meio do trabalho.
Ainda vale a pena conferir alguns filósofos e alguns jornalistas de ponta. Alguns juristas.
Por fim acreditar no poder transformador da confiança é o que ainda fazem algumas comunidades. Na minha recente passagem por Santa Catarina, na pequena Rancho Queimado, ouvi histórias de uma pequena igreja luteran. Eles contaram na reunião de homens, a qual participei, que quando algum vizinho está de cama em época de colheita, todos se mobilizam para fazer o serviço comunitário em regime de mutirão.
Que cases como esse se multipliquem e nos sirvam de inspiração.
Eduardo Silva é jornalista, graduado pela Universidade Católica de Pelotas em 2005. Pós Graduado em Discurso Agroecológico na Mídia. Bolsista Capes em Ética e Responsabilidade Social na Mídia.