Lula e presidente do Paraguai se reúnem em Campo Grande e ampliam diálogo sobre energia durante a COP15

Em meio à agenda internacional que transforma Campo Grande em vitrine global, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Paraguai, Santiago...

Alta cúpula da ONU se reúnem com presidente Lula para reunião de alinhamento na COP 15 (Foto: Madu Livramento)

Em meio à agenda internacional que transforma Campo Grande em vitrine global, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, protagonizaram uma reunião bilateral neste domingo (22), durante compromissos da COP15.

O encontro ocorreu no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo e reuniu autoridades brasileiras, paraguaias e representantes internacionais, antecipando debates que ganham força com a abertura oficial da conferência nesta segunda-feira (23).

No centro da conversa, temas estratégicos que ultrapassam fronteiras. Brasil e Paraguai avançam em tratativas sobre integração energética, com destaque para a usina de Itaipu, que segue como peça-chave nas negociações envolvendo tarifas, regras financeiras e comercialização de energia.

Além disso, novas possibilidades entram no radar, como o estudo para implantação de um gasoduto regional, que pode incluir também a Argentina, um projeto ainda em fase inicial, mas que sinaliza um movimento de diversificação energética na América do Sul.

A reunião ocorre no contexto da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, organizada pela Organização das Nações Unidas, que coloca a capital sul-mato-grossense no centro das discussões ambientais globais até o próximo dia 29 de março.

Com expectativa de reunir cerca de duas mil pessoas e delegações de até 133 países, o evento deve movimentar não apenas a agenda ambiental, mas também articulações políticas, econômicas e diplomáticas. Além das reuniões oficiais na chamada Zona Azul, a cidade também recebe uma programação aberta ao público, com atividades culturais, científicas e educativas.

A presença de chefes de Estado, ministros e especialistas reforça o peso da conferência e consolida Campo Grande como ponto de convergência de decisões que podem impactar o futuro ambiental e energético da região.

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