Assembleia de MS terá renovação de um terço e PL amplia bancada para nove cadeiras

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul terá uma nova configuração a partir de fevereiro de 2027. Das 24 cadeiras em disputa nas eleições...

Foto montagem deputados estaduais eleitos por MS

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul terá uma nova configuração a partir de fevereiro de 2027. Das 24 cadeiras em disputa nas eleições deste domingo (4), oito terão novos ocupantes, enquanto 16 deputados conseguiram renovar o mandato. A renovação representa 33,3% da composição da Casa.

O resultado também redesenhou a força dos partidos dentro do Legislativo estadual. O PL passa a ter a maior bancada, com nove deputados, três a mais do que possui atualmente. O PT terá quatro cadeiras, enquanto PSDB e PP ficam com três cada. Republicanos terá dois representantes, e MDB, União Brasil e Avante terão uma cadeira cada.

Entre os eleitos, Zé Teixeira (PL) foi o mais votado para deputado estadual em Mato Grosso do Sul, com 54.080 votos. Na sequência aparecem Paulo Corrêa (PL), com 44.541, e Caravina (PSDB), com 43.845 votos.

A lista dos eleitos, em ordem de votação, ficou assim:

Zé Teixeira (PL) – 54.080 votos

Paulo Corrêa (PL) – 44.541 votos

Caravina (PSDB) – 43.845 votos

Zeca do PT (PT) – 42.714 votos

Coronel David (PL) – 41.492 votos

André Puccinelli (MDB) – 40.602 votos

Tiago Botelho (PT) – 39.387 votos

Ângelo Guerreiro (PSDB) – 37.704 votos

Gianni Nogueira (PL) – 36.108 votos

Odilon Ribeiro (PL) – 35.905 votos

Gerson Claro (PP) – 35.767 votos

Londres Machado (PP) – 33.581 votos

Hélio Peluffo (PP) – 31.435 votos

Daverson Matos (PL) – 30.604 votos

Gleice Jane (PT) – 29.844 votos

André Salineiro (PL) – 28.437 votos

Pedro Kemp (PT) – 28.397 votos

Lucas de Lima (PL) – 26.204 votos

Professor Rinaldo Modesto (União Brasil) – 23.763 votos

Marcio Fernandes (PL) – 23.122 votos

Renato Câmara (Republicanos) – 20.976 votos

Lidio Lopes (Avante) – 20.801 votos

Paulo Duarte (PSDB) – 20.029 votos

Pedrossian Neto (Republicanos) – 19.516 votos.

O resultado mostra ainda o retorno de nomes que já tiveram passagem pela política estadual. André Puccinelli, ex-governador de Mato Grosso do Sul, volta à Assembleia Legislativa depois de ter exercido mandato na Casa no início de sua trajetória política. Também retorna ao Legislativo estadual Hélio Peluffo, ex-prefeito de Ponta Porã, enquanto Paulo Duarte, que já foi deputado estadual e prefeito de Corumbá, também volta a ocupar uma cadeira.

Entre os estreantes estão Tiago Botelho, Daverson Matos, André Salineiro, Gianni Nogueira e outros nomes que não faziam parte da atual composição da Assembleia. Ao todo, oito parlamentares que estarão na Casa a partir de 2027 não integram a legislatura atual.

Quem deixa a Assembleia

A renovação não ocorreu apenas pela chegada de novos nomes. Alguns deputados que atualmente ocupam cadeiras não conseguiram permanecer no Legislativo estadual.

Entre os casos que mais chamaram atenção estão Junior Mochi (MDB), Antonio Vaz (Republicanos) e Lia Nogueira (PSDB), que disputaram a reeleição, mas ficaram fora da lista dos 24 eleitos.

Junior Mochi recebeu 23.721 votos, número superior ao de cinco candidatos que conseguiram uma cadeira. Ainda assim, o MDB conquistou apenas uma vaga, destinada a André Puccinelli, e Mochi acabou não alcançando uma cadeira na distribuição das sobras.

Antonio Vaz teve 19.101 votos e ficou como primeiro suplente do Republicanos. O partido conquistou duas vagas, que ficaram com Renato Câmara, com 20.976 votos, e Pedrossian Neto, com 19.516.

Lia Nogueira recebeu 16.748 votos. A federação formada por PSDB e Cidadania conquistou três cadeiras, ocupadas por Caravina, Ângelo Guerreiro e Paulo Duarte. Lia terminou atrás dos três eleitos e também de Silvio Pitu, ficando fora da nova composição.

Outros parlamentares da atual legislatura também não estarão na Assembleia em 2027 porque seguiram caminhos diferentes na eleição. Mara Caseiro (PL) foi eleita deputada federal com 120.199 votos. João Henrique Catan (Novo) disputou o Governo de Mato Grosso do Sul e terminou em terceiro lugar, enquanto João César Mattogrosso (PSDB) não concorreu novamente à Assembleia. Roberto Hashioka (Republicanos) também disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e ficou como suplente.

Há ainda uma situação que pode provocar mudança na composição divulgada. Os 35.211 votos recebidos por Jamilson Name (PP) aparecem anulados sub judice. Caso esses votos sejam posteriormente validados pela Justiça Eleitoral, o cálculo das cadeiras poderá ser alterado. Segundo simulação baseada nos dados do TSE, nesse cenário Jamilson entraria e Marcio Fernandes (PL), que recebeu 23.122 votos, deixaria a relação dos eleitos. A definição depende da situação jurídica da candidatura.

Uma eleição que mostra a força do voto proporcional

O resultado da eleição para a Assembleia também evidencia uma característica importante do sistema proporcional brasileiro: não basta olhar apenas para a votação individual de cada candidato.

As cadeiras são distribuídas de acordo com a votação dos partidos e federações, considerando o quociente eleitoral e, posteriormente, as sobras. Por isso, candidatos com mais votos podem ficar de fora enquanto outros, com votação menor, conseguem uma vaga.

É exatamente o que ocorreu com Junior Mochi. Seus 23.721 votos foram suficientes para superar a votação de Marcio Fernandes, que teve 23.122, mas a distribuição p

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