Brasil e Bolívia firmam acordo contra o crime organizado e reforçam segurança na fronteira com Mato Grosso do Sul

Em um movimento estratégico para conter o avanço do crime organizado na América do Sul, os governos do Brasil e da Bolívia assinaram, nesta segunda-feira...

Presidente boliviano, Rodrigo Paz, firma acordo com o Brasil. (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Em um movimento estratégico para conter o avanço do crime organizado na América do Sul, os governos do Brasil e da Bolívia assinaram, nesta segunda-feira (16), um acordo de cooperação voltado ao enfrentamento de atividades criminosas transnacionais. A formalização ocorreu durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder boliviano Rodrigo Paz, no Palácio do Planalto.

O pacto estabelece uma atuação conjunta entre os dois países para prevenir, investigar e reprimir, de forma mais eficaz, uma série de crimes que ultrapassam fronteiras. Entre eles, estão o tráfico de pessoas, contrabando de migrantes, roubo de veículos, narcotráfico, corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de armas, crimes cibernéticos, além de delitos ambientais e atividades ilegais como a mineração clandestina.

A cooperação também prevê o fortalecimento da troca de informações entre as forças de segurança, o intercâmbio de capacitação policial e o compartilhamento de conhecimento técnico, científico e operacional — medidas consideradas essenciais para ampliar a eficiência das investigações e das ações de combate ao crime organizado.

Reflexos diretos na fronteira de MS

O acordo tem impacto direto em Mato Grosso do Sul, especialmente na região de fronteira. A cidade de Corumbá, por exemplo, mantém ligação direta com Puerto Quijarro, formando uma das principais portas de entrada e saída entre os dois países.

A chamada fronteira seca é historicamente um ponto sensível para a atuação de organizações criminosas, o que torna a integração entre Brasil e Bolívia uma peça-chave para o fortalecimento da segurança pública na região.

Pelo documento, o acordo entra em vigor em até 30 dias, após a conclusão dos trâmites legais exigidos por ambos os países. A expectativa é de que, com a medida, haja maior controle sobre rotas utilizadas pelo crime organizado e avanços concretos na cooperação internacional no combate às redes ilícitas.

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