Em uma rápida, mas marcante visita a Bonito, destino turístico queridinho dos sul-mato-grossenses (e de muitos brasileiros), o Comunica na TV foi surpreendido por uma experiência que mexe com os sentidos: uma visita à cachaçaria DiBonito. Mais do que um ponto turístico, o local é um convite à aventura pelos sabores inusitados da bebida mais brasileira de todas — a cachaça.
Logo na entrada, o aroma já instiga a curiosidade. Mas é quando os olhos percorrem as prateleiras que a surpresa se revela por completo. Nada de rótulos comuns. Ali, a cachaça ganha roupagens curiosas e criativas: tem cachaça com sabor de doce de leite, de brigadeiro do pantanal, e até uma ousada mistura de limão com pimenta. Uma verdadeira explosão sensorial que faz qualquer um repensar tudo o que achava que sabia sobre a bebida.

Mas a DiBonito não é só exibição de sabores exóticos, ela também é cultura. Durante a visita, aprendemos com o consultor e anfitrião Hamilton Fernandes que degustar uma boa cachaça vai além de virar o copo: Exige sensibilidade, técnica e respeito à tradição.
Hamilton explica que o ritual começa pelos olhos, observando a viscosidade. Depois vem o aroma: um primeiro contato olfativo mais sutil, outro mais profundo, que revela as camadas da bebida. Só então, o paladar entra em cena,.
“O grande segredo está em segurar a cachaça na boca, para que todas as papilas gustativas captem as nuances, nada de pressa: cachaça boa se aprecia devagar, com atenção. Em seguida segure a respiração, quando você engole na sequencia da respiração a bebida oxida e provoca aquela sensação de amargor na boca, o que prejudica a experiência”.
Aprendemos e gostamos muito. A DiBonito mostra que a cachaça, além de símbolo cultural, pode ser sofisticada, surpreendente e cheia de personalidade. E, como aprendemos por lá, às vezes é nos sabores mais improváveis que mora a verdadeira tradição.