
O Cerrado brasileiro, conhecido como berço das águas e considerado a savana mais biodiversa do planeta, ocupa cerca de um quarto do território nacional. No dia 11 de setembro, data em que se celebra o Dia do Cerrado, a preservação do bioma ganha ainda mais visibilidade. Mas além de sua importância ambiental, o Cerrado também guarda sabores que carregam tradição, saúde e identidade cultural.
Frutos como pequi, baru, guavira, bocaiúva e guariroba são exemplos de como a biodiversidade se transforma em alimento, renda e memória afetiva. Cada um deles traz nutrientes essenciais e, ao mesmo tempo, mantém vivas histórias transmitidas entre gerações.
O pequi, talvez o mais emblemático, marca presença em pratos como a galinhada. Rico em vitaminas A e C, antioxidantes e gorduras boas, fortalece o sistema imunológico e auxilia na saúde da visão e da pele. Já o baru, a castanha do Cerrado, ganhou fama internacional como “superalimento” por seu alto teor de proteínas, fibras e gorduras monoinsaturadas, além de contribuir para o controle do colesterol.
A guavira, fruta-símbolo de Mato Grosso do Sul, é celebrada em festas regionais e muito apreciada em sucos e sorvetes. Seu teor de vitamina C e antioxidantes a torna uma aliada do sistema imunológico. A bocaiúva, por sua vez, tem aroma adocicado e pode ser transformada em farinha, óleo ou sobremesas, preservando ferro, cálcio e vitaminas. Já a guariroba, com seu sabor amargo característico, é ingrediente tradicional da culinária goiana e contribui para o equilíbrio da glicemia.
Para a nutricionista e professora da Estácio, Maria Tainara, esses frutos representam uma conexão direta entre saúde, cultura e sustentabilidade. “Os alimentos do Cerrado não são apenas ricos em nutrientes. Eles guardam histórias, fortalecem tradições e promovem a preservação do bioma. Ao incluí-los na dieta, a população consome saúde e, ao mesmo tempo, contribui na geração de renda local, além de manter viva a identidade cultural e ambiental do Brasil”, afirma.
Celebrar o Dia do Cerrado, portanto, vai além de reconhecer sua biodiversidade e seu papel na manutenção dos rios. É também valorizar a cultura alimentar brasileira e compreender que preservar o bioma significa manter vivos seus sabores, suas tradições e sua gente.
Informações: Assessoria de Comunicação