Fiems e BNDES firmam parceria para viabilizar linhas de crédito ao setor produtivo do estado

Cerca de 70 bilhões de reais serão disponibilizados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em várias linhas de crédito este ano para...

Encontro ocorreu na sede da Fiems, em Campo Grande

Cerca de 70 bilhões de reais serão disponibilizados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em várias linhas de crédito este ano para o setor produtivo brasileiro. A informação foi divulgada hoje durante encontro o empresarial promovido pela Fiems, em parceria com o Banco Nacional, para atender e tirar dúvidas de empresários e representantes da indústria, agroindústria e comércio de Mato Grosso do Sul. Entre os participantes estiveram o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o governador Eduardo Riedel, o Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, e o economista e empresário, Rafael Lucchesi.

No evento, a Fiems realizou o lançamento da Agência Fiems Conecta – uma plataforma que integra ações em capacitação, inteligência de mercado, crédito, financiamento e incentivos fiscais para ampliar o desenvolvimento produtivo local e fomentar o acesso das empresas sul-mato-grossenses a linhas de crédito como as do Banco Nacional. “Vamos ter um link com o BNDES dentro da Agência”, afirma Sérgio Longen. “Hoje, a indústria precisa de renovação de máquinas e equipamentos e, muitas vezes, também de apoio do capital de giro. Então, a vinda do diretor aqui esclarece exatamente as operações que serão disponibilizadas para o estado – e, mais do que nunca, essas informações podem ter sequência na nossa Agência aqui na Fiems”.

O diretor José Luis destaca que o BNDES enviou, nos 3 primeiros anos do governo atual, 20 bilhões de reais em linhas de crédito para empresas do MS em frentes como infraestrutura, agroindústria e comércio. “200% a mais que nos 4 anos anteriores”, comenta. “O Banco estar próximo ao Estado e à Fiems é muito importante para a gente entender as necessidades dos setores, apresentar as linhas e até pensar em novas linhas, se forem necessárias”. Entre exemplos de linhas de crédito, José citou financiamentos como o Brasil Soberano, voltado a iniciativas afetadas pela movimentação geopolítica global, e financiamentos ligados à indústria 4.0 com foco em maquinário e equipamentos – ambos com taxa aproximada de juros de 6,5% ao ano (mais spreads).

Rafael Lucchesi ressalta os diferenciais do mercado produtivo de MS em áreas como clima, energia limpa e segurança alimentar. “O Brasil é um país de 200 milhões de habitantes e que tem 13% da água doce disponível no mundo. Os Estados Unidos, que têm 320 milhões de habitantes, tem 6% da água doce. A Europa, com 450 milhões de habitantes, também tem 6% da água e a China, com 1,3 bilhões de habitantes, tem 5%. Ou seja, nós temos uma enorme vantagem competitiva, um subsídio cruzado para a agenda do agro e, sobretudo, da agroindustrialização brasileira, que vai ter nesse Estado um elemento-chave do seu impulsionamento”.

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