Histórias | Da boleia à produção rural, casal de caminhoneiros descobriu uma nova parceria no amor e nos negócios

Ele diz que ela foi o presente de aniversário, dado por Deus. Ela, sempre foi a parceira de vida e das estradas por 18 anos,...

Ele diz que ela foi o presente de aniversário, dado por Deus.

Ela, sempre foi a parceira de vida e das estradas por 18 anos, enquanto o casal rodava o Brasil, dividindo o volante e as histórias.

Mas o tempo foi passando e o cansaço chegou junto com o pedido das filhas para que deixassem o caminhão e buscassem uma vida mais tranquila.

A oportunidade apareceu com uma sociedade no cultivo de mamão, na propriedade rural. O negócio não deu certo, os sócios foram embora, mas eles ficaram. Mesmo sozinhos, sem saber muito bem o que fazer com a terra, persistiram, com muita coragem.

“Eu nunca tive preguiça de enfrentar qualquer coisa. Peguei gosto pelo campo, parei de plantar mamão, inventei de plantar mandioca e acabou dando certo”, relembra Anildo.

Hoje, a raiz garante o ganha pão dos dois e chega a render pés de mais de sete quilos. Com plantio escalonado, o casal consegue manter produção e comercialização constantes. O produto já ganhou fama pelo bom cozimento e qualidade, graças ao manejo certeiro, controle de pragas e adubação adequada práticas aprendidas com o apoio do Senar/MS.

“A ajuda no controle de pragas também foi essencial. Tivemos problemas com muitas delas e ter o apoio do técnico nos indicando os produtos certeiros para sair do sufoco foi essencial”, explica o produtor rural.

A mudança de vida do casal aconteceu em meio a um período difícil. Foi justamente quando Anildo começava a apostar mais na produção que Cleide recebeu o diagnóstico de câncer. A rotina no campo que antes era tocada a dois, passou a depender apenas dele. Ela, que sonhava em iniciar a criação de carneiros, teve que pausar os planos. Foi aí que o Senar apareceu não só com orientação técnica, mas com acolhimento humano.

“Me ajudou muito. O papel deles era atender nosso sítio, mas acabaram virando amigos pois me impulsionavam. Falavam que eu ia vencer, conseguir. Isso é maravilhoso, foi precioso pra mim. Hoje eu tenho o técnico como um filho”, conta Cleide.

E o crescimento não é só na produção da mandioca. O sítio virou praticamente um pomar de possibilidades. A diversidade de frutas e plantas é tamanha que fica difícil listar todas. Tem de tudo um pouco: desde as mais comuns até as exóticas, como o famoso “pé de Campari”, uma planta cujo fruto é usado na fabricação da bebida. A ideia, segundo o casal, é aproveitar ao máximo o potencial da terra. “Sítio bom é aquele cheio de coisa. Só mandioca seria muito chato!”, brinca Cleide.

Hoje, Cleide e Anildo vivem com orgulho da escolha que fizeram. Não se arrependem de ter saído da estrada para viver da roça. Se dizem mais felizes, mais saudáveis e, acima de tudo, realizados.

“Agora só pedimos saúde para continuar trabalhando porque vontade nós temos”, resume Anildo.

Informações: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

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