
O município de Itaporã largou na frente no combate à chikungunya e iniciou, no último sábado (18), a vacinação contra a doença, tornando-se o primeiro do Estado a aplicar o imunizante.
A cidade recebeu 3 mil doses dentro da estratégia nacional para conter o avanço da arbovirose. Inicialmente, a campanha estava prevista para começar no dia 27 de abril, tanto em Itaporã quanto em Dourados, mas a prefeitura decidiu antecipar o cronograma.
As equipes de saúde foram mobilizadas e atuaram nos distritos de Montese, Santa Terezinha, Carumbé e Pirapora. Nesta fase inicial, a imunização é destinada a pessoas entre 18 e 59 anos que não apresentam comorbidades.
Até o momento, foram aplicadas 48 doses em Montese, 10 em Pirapora e 6 em Carumbé.
Cenário da doença
Segundo dados do boletim epidemiológico municipal, Itaporã já registrou 289 notificações de chikungunya. Deste total, 51 casos foram confirmados, 217 descartados e 21 seguem em investigação. Com uma população de pouco mais de 25 mil habitantes, o município apresenta incidência de 207,2 casos por 100 mil moradores.
Já Dourados também recebeu doses da vacina — cerca de 7 mil até agora — e deve priorizar a aplicação em comunidades indígenas e profissionais da saúde, devido à alta incidência da doença.
No total, os dois municípios devem receber 46,5 mil doses do imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, considerado o primeiro do mundo voltado especificamente contra a chikungunya.
Eficácia e restrições
A vacina teve eficácia comprovada pela Anvisa após estudos clínicos realizados nos Estados Unidos. Entre cerca de 4 mil voluntários adultos, 98,9% desenvolveram anticorpos neutralizantes contra o vírus.
O imunizante também já foi aprovado para uso em países como Canadá e Reino Unido, além de nações da Europa.
Por ser produzida a partir de vírus vivo, a vacina não é indicada para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou com doenças crônicas descompensadas, além de indivíduos com alergia a componentes da fórmula.
Flávio Verão – Dourados Agora