Manifestantes pró-Bolsonaro pedem impeachment de Alexandre de Moraes em ato em Campo Grande

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram às ruas de Campo Grande na manhã deste domingo (3), em uma manifestação que reuniu bandeiras do Brasil, cartazes...

Avenida Afonso Pena, na manhã de domingo (Foto: Divulgação)

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram às ruas de Campo Grande na manhã deste domingo (3), em uma manifestação que reuniu bandeiras do Brasil, cartazes e palavras de ordem. O grupo cobrou do Senado Federal a análise de pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O protesto ocorre dias após o nome de Moraes ser incluído na chamada Lei Magnitsky, legislação norte-americana usada para sancionar autoridades estrangeiras por violações de direitos humanos. A medida foi anunciada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca retornar à Casa Branca nas próximas eleições.

Além da abertura de processo contra o ministro, os manifestantes também pediram anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, naquela data, é considerada o maior atentado às instituições democráticas desde o fim da ditadura militar.

A concentração começou às 9h30 no estacionamento do Parque das Nações Indígenas. De lá, o grupo percorreu o Parque dos Poderes, seguiu pela Avenida Afonso Pena — principal via da capital — e chegou ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. Na volta, os manifestantes retornaram pela mesma avenida até a Praça do Rádio Clube, onde encerraram o ato por volta das 11h30. O tráfego na Afonso Pena foi parcialmente bloqueado devido à quantidade de veículos e motocicletas.

Polêmica e discurso acalorado

Antes de subir no trio elétrico, o deputado federal, Marcos Pollon, gravou um vídeo em sua rede social dizendo que estava sendo impedido, em manifestação organizada por Rodolfo Nogueira. Ele afirmou que não estavam lhe deixando usar o microfone porque sabiam que o que falaria não agradaria.  Pouco tempo depois, Pollon subiu e disparou palavrões. 

Durante o discurso, reclamou que estavam acelerando o caminhão (para que ele caísse ou parasse de falar) e reclamou da indireta que recebeu do deputado Rodolfo Nogueira. 

“Não vou recuar e o cargo que se lasque. Quem engoliu o PSDB, engoliu o PL. Rodolfo falou que quem não subir no trio é covarde. Pois então eis aqui um covarde que pediu para subir e não deixaram, justamente para denunciar aqueles que entregaram o PL para porcaria do PSDB. Canalhas, canalhas, e eu falo é na cara.”

Rivalidade

Segundo os bastidores do PL, a rivalidade entre Pollon e Rodolfo não é atual. A crise se agravou durante as articulações para chegada de Reinaldo Azambuja ao partido. O grupo de Pollon acusa Rodolfo de intermediar as negociações.

As articulações levaram Bolsonaro não só a passar o comando do PL para Reinaldo, mas também tiraram Pollon da presidência e de quase todas as decisões tomadas no partido para o Estado. 

Nos últimos dias, Pollon tem procurado outros partidos em busca de filiação, por entender que não terá espaço e nem se sentirá à vontade em um partido comandado por Reinaldo, personagem que sempre criticou. 

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