Ministério da Saúde suspende uso da vacina da dengue aplicada em Mato Grosso do Sul

No início desta semana, o ministro Alexandre Padilha, do Ministério da Saúde, anunciou a suspensão do uso da vacina produzida pelo Instituto Butantan. Mato Grosso...

Foto ilustrativa

No início desta semana, o ministro Alexandre Padilha, do Ministério da Saúde, anunciou a suspensão do uso da vacina produzida pelo Instituto Butantan. Mato Grosso do Sul passou a aplicar a vacina após constatar epidemia de chikungunya.

Ainda conforme o ministro, foram identificadas 42 reações severas em pessoas que receberam a vacina. Entre esses casos, há duas mortes. Porém, ainda não há confirmação da relação direta da aplicação da vacina com os óbitos.

No entanto, o Ministério da Saúde determinou a suspensão até que ocorram todas as investigações.

Mato Grosso do Sul recebeu lotes da vacina após constatar uma epidemia de chikungunya, com Dourados como epicentro. Deste então, profissionais da Saúde passaram a receber as vacinas após a aplicação no grupo pré-determinado, especialmente nas aldeias de Dourados e outros municípios.

Inicialmente, Mato Grosso do Sul já recebeu 241.030 doses da vacina Qdenga contra a dengue. Desse total, 147.123 foram aplicadas como primeira dose e 88.420 como segunda.

Já em fevereiro, Mato Grosso do Sul recebeu outras 7.878 doses da vacina do Instituto Butantan contra a dengue. Diferentemente da Qdenga, o imunizante é aplicado em dose única, por via subcutânea. A indicação foi para pessoas de 15 a 59 anos, 11 meses e 29 dias.

Chikungunya em Dourados

Dourados confirmou a 14ª morte por chikungunya na manhã da última sexta-feira (5) e passou a concentrar mais de um terço de todos os óbitos registrados pela doença no Brasil em 2026. Com a nova confirmação, Mato Grosso do Sul chega a 22 mortes pela doença neste ano.

A vítima mais recente é um homem de 68 anos, que estava internado no Hospital Universitário desde o dia 15 de maio e morreu em 3 de junho. De acordo com o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), ele apresentava comorbidades, entre elas, doença respiratória crônica e diabetes.

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