
Considerado o epicentro da chikungunya no país, Mato Grosso do Sul concentra 61,1% das 36 mortes registradas nacionalmente em 2026. O Estado também acumula 12.864 notificações da doença.
Das 22 mortes confirmadas em MS, 14 ocorreram em Dourados. Na sequência, aparecem Bonito e Jardim, com dois óbitos cada. Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Douradina e Itaporã registraram uma morte cada.
Os demais casos ocorreram em Minas Gerais (2), Goiás (2), São Paulo (3), Pernambuco (2), Rondônia (1), Roraima (1), Mato Grosso (1) e, por fim, Bahia (1).
Dourados chega a 14 mortes
Somente Dourados responde por 38,9% dos óbitos do Brasil e por 63,6% das mortes registradas em território sul-mato-grossense. Neste ano, o município contabilizou 9.333 notificações de chikungunya. Desse total, 4.951 casos são considerados prováveis, 4.545 foram confirmados, 406 seguem em investigação e 4.382 foram descartados, conforme o boletim epidemiológico divulgado na última sexta-feira.
Atualmente, 29 pacientes permanecem internados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade dos exames é de 50%, indicando que metade das pessoas testadas com sintomas teve diagnóstico confirmado de chikungunya.
Dos 14 óbitos registrados em Dourados, dez ocorreram entre indígenas. Entre as vítimas, estão três bebês, de 48 dias, um mês e três meses de idade, uma criança de 12 anos e dez adultos, em sua maioria idosos, com idades entre 29 e 82 anos.
Além das mortes já confirmadas, quatro óbitos seguem sob investigação. Os casos envolvem uma mulher de 74 anos com doença renal crônica e hipertensão arterial; um homem de 71 anos com diabetes mellitus; um homem de 43 anos sem registro de comorbidades; e um indígena de 19 anos, que morreu no Hospital da Missão em 29 de maio.