MS tem dois casos suspeitos de mpox, entenda quais são os sintomas associados à doença

Com os casos de mpox crescendo em todo o Brasil, muitas pessoas têm se preocupado com os riscos associados à doença. Das chances de contaminação...

Foto ilustrativa

Com os casos de mpox crescendo em todo o Brasil, muitas pessoas têm se preocupado com os riscos associados à doença. Das chances de contaminação ao monitoramento de sintomas, o aumento de notificações gera mobilização para identificar novas ocorrências.

Só em 2026, Mato Grosso do Sul notificou cinco casos prováveis da doença, todos em Campo Grande. Entre as notificações suspeitas, três já foram descartadas após análise laboratorial e outras duas permanecem sob investigação, de acordo com o Painel Mais de MS. O alerta para a doença voltou ao Brasil no dia 17 de fevereiro, ao confirmar-se o 1º caso do ano em Porto Alegre.

Principais sintomas

Conforme o Ministério da Saúde, o período de incubação,que se refere ao tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais da mpox, geralmente é de 3 a 16 dias; contudo, pode chegar até 21 dias.

Os sintomas incluem erupções cutâneas ou lesões de pele; Linfonodos inchados (ínguas); Febre; Dor de cabeça; Dores no corpo; Calafrio e fraqueza.

As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas, às vezes, podem aparecer antes da febre. De acordo com o Ministério da Saúde, as lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas, que secam e caem.

Além disso, o número de lesões em uma pessoa pode variar de poucas a milhares de lesões. As erupções tendem a se concentrar principalmente no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas também podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.

Depois da manifestação de sintomas como erupções na pele, no período em que as crostas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus.

Diagnóstico

A mpox é uma doença causada pelo MPXV (mpox vírus), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, e a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com a pessoa infectada.

O diagnóstico da doença ocorre de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. Assim, coleta-se amostra preferencialmente da secreção das lesões para análise. Quando as lesões já estão secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. As amostras vão para os laboratórios de referência no Brasil.

Transmissão

A principal forma de transmissão da doença é por meio do contato direto “pessoa a pessoa”, com as erupções e lesões na pele, fluidos corporais, como pus e sangue vindo das lesões de uma pessoa infectada. Além disso, úlceras, lesões ou feridas na boca também podem infectar, o que significa que o vírus pode transmitir-se por meio da saliva.

A infecção também pode ocorrer no contato com objetos recentemente contaminados com o vírus, pelo contato com uma pessoa doente. Já a transmissão por meio de gotículas, normalmente, requer contato próximo prolongado entre o paciente infectado e outras pessoas, o que aumenta o risco de infecção para trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos.

Prevenção

A principal forma de proteção contra a mpox é a prevenção. Assim, a recomendação do Ministério da Saúde é evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença e, no caso da necessidade de contato, utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Conforme o órgão, pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos até o término do período de transmissão. Lavar regularmente as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel auxilia na prevenção. Também é importante higienizar adequadamente superfícies contaminadas, roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais.

Todas as pessoas com sintomas compatíveis de mpox devem procurar uma unidade básica de saúde imediatamente e adotar as medidas de prevenção.

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