Mulheres na luta | Mobilização no Centro expõe urgência no combate ao feminicídio em Campo Grande

Campo Grande integrou neste domingo, 7, a mobilização nacional Levante Mulheres Vivas, movimento que tomou ruas de diversas cidades do país para denunciar a escalada...

Na capital, o movimento foi no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho (Foto: Raissa Rojas)

Campo Grande integrou neste domingo, 7, a mobilização nacional Levante Mulheres Vivas, movimento que tomou ruas de diversas cidades do país para denunciar a escalada da violência contra a mulher. Na Capital, cerca de 150 pessoas ocuparam o cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, onde mulheres, crianças, apoiadores e também homens levaram cartazes que expressavam indignação, pedido de proteção e a exigência de políticas mais eficazes.

Entre as mensagens que dominaram o ato estavam frases como Chega de covardia, queremos uma lei contra a misoginia, Para homem violento, nada de tornozeleira, agressor de mulher tem que ir para a cadeia, MS sangra, MS grita, chega de mulher ter a vida interrompida e O feminicídio não escolhe somente feministas. A presença de diferentes perfis de manifestantes reforçou o caráter coletivo da mobilização, marcada por relatos, palavras de ordem e um sentimento compartilhado de urgência.

A vereadora Luiza Ribeiro destacou a falta de políticas públicas estruturadas em Mato Grosso do Sul, apontando que o Estado está entre os quatro do país que não possuem secretaria dedicada às mulheres. Segundo ela, a ausência de uma política permanente contribui para o agravamento dos índices de violência. Luiza defendeu que o Governo do Estado aproveite o momento para criar uma secretaria específica com orçamento robusto, afirmando que o problema não representa uma epidemia passageira, mas uma realidade que se arrasta há anos e cobra vidas de maneira contínua.

Dados alarmantes

Dados recentes da Sejusp mostram a profundidade do cenário no Estado: 37 feminicídios somente em 2025, além de 1.819 casos de estupro, 75 tentativas de feminicídio e 18.508 registros de violência doméstica até 14 de novembro. No Brasil, informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país ultrapassou mil vítimas de feminicídio apenas neste ano, o equivalente a quatro mulheres assassinadas por dia.

A mobilização no Centro de Campo Grande reforçou a necessidade de respostas imediatas e estruturadas, num momento em que a sociedade cobra proteção efetiva e políticas públicas capazes de interromper o ciclo de violência que marca a vida de tantas mulheres.

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