Organizações pressionam COP30 a reconhecer urgência climática do Pantanal

O SOS Pantanal entregou à ministra da Cultura, Margareth Menezes, uma carta dirigida à Presidência da Conferência do Clima. O documento foi apresentado durante o...

Carta foi assinada por mais de 150 organizações nacionais e internacionais (Foto: CEMA.CE.GOV.BR)

O SOS Pantanal entregou à ministra da Cultura, Margareth Menezes, uma carta dirigida à Presidência da Conferência do Clima. O documento foi apresentado durante o show beneficente de Ney Matogrosso, realizado no Theatro da Paz na última semana, dentro da programação cultural da COP30, e reforça um pedido que ganha força no Brasil e no mundo: incluir as áreas úmidas, especialmente o Pantanal, no centro da agenda climática global.

Assinada por mais de 150 organizações nacionais e internacionais, entre elas a EJF (Environmental Justice Foundation), a Chalana Esperança, o Observatório do Clima, o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e o Onçafari, a carta reúne uma coalizão diversa em torno de um mesmo alerta. As áreas úmidas, essenciais para a regulação climática, armazenam mais carbono por metro quadrado do que qualquer outro ecossistema terrestre. Ao mesmo tempo, estão desaparecendo três vezes mais rápido que as florestas — uma perda acelerada pela expansão agrícola, incêndios, retirada de água, obras de infraestrutura desordenadas e exploração predatória.

No documento, as entidades pedem que os países signatários do Acordo de Paris avancem em quatro frentes principais: incluir as áreas úmidas em seus planos nacionais de ação climática, reforçar o apoio técnico e a cooperação ao Sul Global, criar metas globais de conservação e restauração com financiamento adequado e reconhecer o protagonismo de povos indígenas e comunidades locais na governança desses territórios.

A mensagem é direta: proteger e restaurar as áreas úmidas é uma das estratégias mais eficazes para enfrentar a crise climática, ao mesmo tempo em que garante segurança hídrica, preservação da biodiversidade e manutenção de modos de vida tradicionais. “A Cultura, neste cenário, emerge como um importante porta-voz em prol da preservação ambiental, sobretudo em tempos em que o planeta se vê à beira de desequilíbrios sem ponto de retorno”, diz o documento.

Organizador do espetáculo beneficente, o SOS Pantanal destinará toda a arrecadação do show de Ney Matogrosso às ações de preservação e desenvolvimento do bioma. A mobilização continua no próximo dia 21, quando o cantor e compositor Lenine sobe ao palco do Theatro da Paz para reforçar, mais uma vez, o chamado em defesa das áreas úmidas.

A carta completa está disponível em: https://sospantanal.org.br/wp-content/uploads/2025/11/PT-Carta-aos-lideres-climaticos-Letter-to-Climate-Leaders-1-1-1.pdf

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