
Quatro vidas que agora descansam lado a lado, depois de uma tragédia na BR-163. Antônio havia perdido a esposa poucos dias depois de perder a própria mãe. Em janeiro de 2025, a família enfrentou duas despedidas em sequência: no dia 1º, morreu a mãe de Antônio. Cinco dias depois, em 6 de janeiro, sua esposa morreu após lutar contra um câncer.
Viúvo, Antônio assumiu sozinho os cuidados das filhas, Maria Fernanda e Maria Carolina. Conseguiu um emprego em Sinop, como engenheiro agrônomo, e levou as meninas para morar com ele.
A família ainda carregava outra preocupação. O sogro de Antônio, Márcio Machinski, enfrentava problemas de saúde desde uma queda sofrida anos atrás.

Era justamente para o velório de Márcio que Antônio, as meninas e Lola, a cachorrinha da família, seguiam quando o acidente aconteceu na BR-163, no último dia 4 de setembro, após uma falha mecânica no veículo. A tragédia interrompeu novamente aquela família, desta vez, de forma ainda mais brutal.
E, no momento da despedida, Lola também foi velada junto deles.
Para quem olha de fora, pode parecer apenas um detalhe. Para aquela família, não era. Lola fazia parte da história, da rotina e dos vínculos construídos dentro de casa.
No meio de tantas perdas, a imagem dos quatro lado a lado traduz uma dor que talvez as palavras não consigam explicar: às vezes, família também tem quatro patas.
Uma história de perdas sucessivas, mas também de amor, vínculo e pertencimento, até o último adeus.