
Mato Grosso do Sul não terá mais renúncias de prefeitos para a disputa das eleições de outubro. Após semanas de especulações e articulações políticas, os três gestores que cogitaram deixar os cargos voltaram atrás e decidiram permanecer à frente das administrações municipais.
O primeiro a recuar foi o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, que alegou a necessidade de acompanhar de perto processos administrativos importantes. Entre os fatores decisivos, está uma licitação considerada estratégica, além de um impasse com a vice-prefeita, que teria sinalizado mudanças amplas na equipe de governo. A possibilidade foi avaliada como um risco à continuidade da gestão.
Em Batayporã, o prefeito Germino Roz também optou por permanecer no cargo. Ele chegou a avaliar a renúncia e discutiu o cenário com lideranças partidárias, mas confirmou que seguirá à frente do Executivo municipal, priorizando a condução administrativa da cidade.
Já em Rio Brilhante, o prefeito Lucas Foroni, que foi o primeiro a anunciar a intenção de renunciar, deve oficializar nesta segunda-feira a desistência da candidatura. Nos bastidores, um dos principais entraves apontados é a relação desgastada com o vice-prefeito, Dr. Leonardo, considerada um fator de instabilidade em caso de transição de governo.
Recentemente, Foroni esteve à frente de um encontro do Progressistas (PP), que contou com a presença do governador Eduardo Riedel e da senadora Tereza Cristina. A expectativa era de que ele anunciasse oficialmente a renúncia durante o evento, o que não se concretizou. O vice-prefeito, inclusive, não participou da reunião.
Com a decisão dos três prefeitos, o cenário político no Estado se estabiliza, ao menos no âmbito das administrações municipais, afastando a possibilidade de mudanças abruptas no comando das prefeituras às vésperas do período eleitoral.