Senado aprova programa que prevê até R$ 10 bilhões para indústria de fertilizantes

O Senado aprovou nesta terça-feira (11) o projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e prevê até R$ 10 bilhões...

Projeto relatado por Tereza Cristina cria incentivos fiscais e linhas de crédito para reduzir dependência brasileira de insumos importados

O Senado aprovou nesta terça-feira (11) o projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e prevê até R$ 10 bilhões em créditos fiscais para estimular a produção nacional. O texto, que segue agora para sanção do presidente da República, terá vigência entre 2027 e 2031.

A proposta estabelece até R$ 2 bilhões por ano em benefícios fiscais para novas fábricas e para a expansão, modernização e reativação de unidades já existentes. Também poderão ser contempladas empresas que produzem matérias-primas para fertilizantes, bioinsumos, biofertilizantes e remineralizadores.

Relatora do projeto no Senado, Tereza Cristina (PP-MS) destacou que o Brasil, apesar de ser uma potência agropecuária, ainda importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados no país. Segundo ela, essa dependência deixa o setor vulnerável às oscilações do mercado internacional, crises de abastecimento e conflitos geopolíticos.

Além dos incentivos fiscais, o programa prevê linhas de financiamento do BNDES para modernização de plantas industriais, pesquisa, inovação e infraestrutura. Os projetos também serão avaliados por critérios de eficiência energética, redução de emissões e desenvolvimento local.

O texto estabelece ainda uma isenção, entre 2027 e 2031, do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante para mercadorias destinadas a projetos aprovados pelo Profert. O benefício terá limite de R$ 200 milhões por ano.

Outra medida é a criação de metas para ampliar a participação de fertilizantes nacionais no mercado. O percentual obrigatório de mistura começará em 2% e poderá chegar a 10% em 2031.

Para o autor do projeto, senador Laércio Oliveira (PP-SE), o objetivo é diminuir a dependência externa de um insumo considerado estratégico para a agricultura brasileira. A proposta foi aprovada inicialmente pelo Senado, mas retornou à Casa após mudanças feitas pela Câmara dos Deputados.

Agora, o texto depende da sanção presidencial para entrar em vigor.

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