
Na tarde desta terça-feira, a sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), em Campo Grande, membros da corte se reuniram para analisar as peças de acusação e defesa da ação que pede a cassação dos mandatos do prefeito de Nova Andradina, o médico Dr. Leandro Fedossi, e de seu vice, Arion Aislan.
O processo, movido pelo Ministério Público Eleitoral, solicita não apenas a perda dos diplomas da chapa majoritária, mas também a condenação de integrantes da coordenação de campanha, apoiadores e até membros da imprensa local. Apesar da gravidade das acusações, o julgamento avançou de forma parcial.
Após a manifestação do Ministério Público, o relator do caso apresentou seu voto. Ele destacou não enxergar provas consistentes o bastante para cassar os diplomas de Leandro e Arion. Segundo o magistrado, ainda que existam indícios, eles não seriam suficientes para comprometer o resultado das eleições municipais de 2024. Seu parecer foi pela absolvição dos acusados.
No entanto, o julgamento não foi concluído. Um dos juízes pediu vistas do processo, alegando a complexidade da ação e a necessidade de mais tempo para avaliar o extenso conjunto de provas e argumentos. Com isso, apenas dois magistrados chegaram a votar, ambos a favor da chapa, enquanto os outros cinco decidiram aguardar a nova sessão, marcada para 14 de outubro.
Nos bastidores jurídicos, o cenário é visto como favorável ao prefeito. Especialistas acreditam que muitas das provas apresentadas podem não ter o peso necessário para sustentar a condenação em segunda instância, o que abre caminho para a reversão da decisão de primeira instância, que havia julgado procedente a ação do Ministério Público.
Ainda assim, o caso está longe de um desfecho definitivo. O Ministério Público Federal já sinalizou que, mesmo que Dr. Leandro e Arion sejam absolvidos pelo TRE-MS, recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, o que deve estender a disputa judicial por mais tempo.
Informações: Jornal Imagem