
A trilha sonora do documentário Mulheres da Fronteira é mais do que um complemento ao filme. É a alma que atravessa cada cena, conduzindo o público pelas histórias de sete mulheres que ajudaram a construir a cultura e a gastronomia pantaneira em Mato Grosso do Sul. Embalada por músicas como “Labuta”, “Vida Solo” e “Cultura Pantaneira”, a produção ganhou identidade própria, em uma sonoridade que celebra território, memória e pertencimento.
Responsável por transformar sensações em música, o produtor Rodrigo Faleiros dedicou dois meses à criação da trilha completa, entre agosto e setembro de 2025. O resultado é uma obra sofisticada, que passeia pelas paisagens sonoras do Pantanal com delicadeza e profundidade, sem perder a força da tradição que inspira o filme. Não há registros no estado de outra obra que tenha produção musical 100% autoral, o que a torna única e exclusiva.

Em Mulheres da Fronteira, é a viola quem dá o tom. O instrumento, tão característico da cultura sul-mato-grossense, conduz a narrativa sonora com maestria, costurando emoções e ampliando o impacto visual do documentário. Para Rodrigo, ela é o elemento que conecta tudo. “A viola caipira é o fio condutor que costura praticamente toda a trilha sonora do filme. É como um maestro que conecta as emoções e valoriza cada instrumento, cada elemento escolhido com cuidado para formar uma harmonia perfeita”, explica.
A trilha nasce da essência pantaneira e se espalha em acordes que evocam pertencimento e memória. A partir de 1º de dezembro, todas as músicas estarão disponíveis nas plataformas de streaming, como Spotify, Deezer, iTunes e YouTube, permitindo ao público revisitar as emoções e atmosferas do documentário mesmo longe da tela.
Todas as canções foram compostas e produzidas por Rodrigo Faleiros, com exceção de Cantarim e Pererê, assinadas por João Araújo. Cantarim, na versão Viola Urbana 3, teve produção de João Araújo e da Viola Urbana Produções.
A trilha sonora reúne arranjos de viola, flautas e vozes que ampliam a sensibilidade do filme. Entre os destaques, as flautas de Márcio Marques aparecem em Cantarim (instrumental) e Pererê, enquanto a voz de Jool Azul dá vida à faixa Vida Solo. A versão final de Cantarim, que fecha o álbum, traz participação da Orquestra Jovem Gerais, sob regência do maestro Carlos Aleixo, com arranjo orquestral assinado pelo próprio Rodrigo Faleiros.
O repertório completo apresenta 13 faixas:
- Labuta
- Vida Solo (versão Noturna)
- Cultura Pantaneira
- Urutau
- Sobá – com flautas de Márcio Marques
- Cantarim (instrumental)
- Trevoada
- Vida Solo – com voz de Jool Azul
- Prenúncio
- 5 da tarde
- Kibo
- Pererê – com flautas de Márcio Marques
- Cantarim (versão Viola Urbana 3) – com voz e viola de João Araújo e participação da Orquestra Jovem Gerais
Documentário Mulheres da Fronteira será lançado na próxima semana

O lançamento oficial de Mulheres da Fronteira já tem datas e locais marcados para a grande estreia: no dia 8 de dezembro, ás 19h, a primeira exibição oficial para convidados e imprensa será no MIS (Museu da Imagem e do Som), em Campo Grande. Já no dia 10 de dezembro, a partir das 19h o Cinemark, no shopping Campo Grande irá receber 150 convidados para uma exibição exclusiva do filme que também será lançado simultaneamente no Youtube no mesmo horário.
Entre os convidados, também estará toda a equipe de produção e divulgação do filme e claro, as protagonistas desta obra incrível que percorreu a história da gastronomia pantaneira, as sete mulheres que estrelaram o documentário.
São elas: Dona Domingas Torales, cozinheira de tradição; Maria Adelaide de Paula Noronha, fundadora do Buffet Yotedy; Cristina da Rocha, pioneira no turismo gastronômico em Miranda e dona da Pousada Pioneiro; Lidia Aguilar Leite, turismóloga, chef e proprietária do Recanto Vale do Sol Turismo Rural em Corumbá; Taina Elias Lopes, chef do restaurante Comitiva do Helinho, em Campo Grande; Kalymaracaya, primeira chef indígena do Brasil, da etnia Terena e Jadi Tamasiro, proprietária do emblemático Jadi Sobá da Feira Central de Campo Grande. Cada uma, a seu modo, tempera a história com saberes ancestrais, criatividade cotidiana, resistência e muito afeto.