
Na madrugada deste sábado, os Estados Unidos realizaram um ataque militar contra a Venezuela com bombardeios em Caracas e em outras regiões do país. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a esposa foram capturados durante a operação.
A declaração foi feita por Trump em uma publicação na rede social Truth Social. Segundo ele, a ação contou com a atuação direta de forças dos Estados Unidos e resultou na retirada de Maduro do território venezuelano por via aérea.
Trump informou ainda que dará mais detalhes sobre a ofensiva em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram helicópteros militares sobrevoando Caracas durante a madrugada. Testemunhas relataram explosões em diferentes pontos da capital, além de colunas de fumaça e aeronaves voando em baixa altitude.
De acordo com o governo venezuelano, os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Diante da ofensiva, Maduro decretou estado de emergência nacional e classificou a ação como uma investida imperialista contra o país.
Um incêndio foi registrado no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas. O local é o maior centro militar da Venezuela e abriga o Ministério da Defesa e o comando do Exército. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações oficiais sobre mortos ou feridos.
Moradores relataram queda de energia em áreas do sul da capital, especialmente em regiões próximas a instalações militares. Segundo a agência Reuters, as primeiras explosões começaram a ser ouvidas por volta das 2h no horário local, o equivalente às 6h em Brasília.
Horas antes do início dos ataques, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos proibiu voos comerciais americanos de sobrevoarem o espaço aéreo venezuelano. O alerta mencionava atividade militar em andamento e riscos à segurança aérea, incluindo a área da ilha de Curaçao.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a presença militar no Caribe. Em agosto, Washington enviou uma flotilha para a região. Segundo autoridades americanas, embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas foram alvo de bombardeios em águas internacionais.
Em novembro, Trump já havia declarado que autorizaria operações da CIA na Venezuela e que os dias de Maduro no poder estariam contados. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o ataque.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, comentou o episódio nas redes sociais e defendeu a convocação imediata de uma reunião da Organização das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos para tratar da escalada do conflito.